continuar?

O apito soou e o barulho dos freios no trilho despertou a moça que estava adormecida. Os raios de sol invadiam o vagão através das janelas. Ela assustada e levemente descabelada, pôs se de pé e se desculpou meio sem jeito por ter cochilado. Em um declive acabou pairando-se no meu ombro.
-senhor, desculpe-me por favor. Não tive a intenção.
por um momento perdi as palavras olhando nos olhos dela, tive uma leve impressão de familiaridade, mas ela abaixou olhar me levando para o momento presente.
-Não se preocupe, pelo menos um de nós nesse vagão pôde viajar pra longe nesta noite.
ela ainda envergonhada e de olhar baixo, rapidamente amenizei possíveis perguntas:
-Voltar para essas montanhas era a ultima coisa que eu esperava. me coloquei a tempos na estrada.
-Chegamos.
Avisou ela fitando curiosamente a estação, tive a impressão que aquela era a primeira vez que ela via aquele lugar. E eu aliviado por não precisar inventar historias;
-Posso ajudar com sua bagagem?
-Oh! obrigada senhor, mas tudo que trouxe está em minhas mãos.
Nos pusemos de pé, ela pegou uma pequena bolsa de tecido bordada com rendas, estava bem vestida então me perguntei o porque de uma mulher não carregar bagagem para uma longa viagem. E se dirigiu para a saída. Na estação cordialmente nos despedimos com um aceno de cabeça pela janela. E ao se afastar pude ver sua beleza que estava escondida pela noite, havia notado apenas uma parte de seus cabelos cumpridos e levemente acobreados. Ela seguiu decidida e sem olhar para trás. Pena que ela já estava adormecida quando me sentei ao seu lado, o seu perfume foi um presente para essa noite que não havia começado nada bem.

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